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Alopecia Areata e Outras Causas de Queda de Cabelo: Patogénese, Comorbilidades e Terapias Emergentes

A alopecia areata (AA) é uma doença autoimune caracterizada pela perda súbita de cabelo em placas bem delimitadas no couro cabeludo e noutras áreas pilosas. Afecta até 2 % da população mundial, sendo observada tanto em crianças como em adultos. Ao contrário da alopecia androgenética, a alopecia areata é uma forma de alopecia não cicatricial, na qual o folículo piloso permanece estruturalmente intacto, permitindo potencial regrowth.

A incidência da alopecia areata é maior em mulheres com início tardio e a evolução clínica é imprevisível, variando entre episódios isolados e formas extensas, como alopecia totalis ou universalis.

Patogénese e factores desencadeantes da alopecia areata

In alopecia areata, ocorre uma quebra do privilégio imunitário do folículo piloso, levando à activação do sistema imunitário contra estruturas do próprio folículo. Linfócitos T CD4 e CD8 infiltram a unidade folicular, com envolvimento de citocinas das vias Th1, Th2 e Th17, resultando em interrupção do ciclo normal de crescimento do cabelo.

Existe uma predisposição genética clara para a alopecia areata, associada a polimorfismos em genes reguladores da resposta imunitária, como PTPN22, CTLA4 e IL2RA. Factores ambientais podem actuar como desencadeantes, incluindo infecções virais, vacinação, stress emocional intenso e défices nutricionais, contribuindo para o aparecimento ou agravamento da doença.

Comorbilidades médicas e psiquiátricas

A alopecia areata associa-se frequentemente a outras doenças autoimunes, como patologia da tiróide, lúpus eritematoso sistémico, anemia por deficiência de ferro, atopia e síndrome metabólica. Estas associações reforçam a necessidade de uma avaliação clínica abrangente.

Do ponto de vista psicológico, o impacto da alopecia areata é significativo. Os doentes apresentam risco aumentado de ansiedade e depressão, sendo particularmente elevado em crianças e adolescentes. O estigma social associado à perda visível de cabelo contribui para isolamento social e redução da qualidade de vida, tornando essencial o suporte psicossocial.

Tratamentos actuais e terapias emergentes

O tratamento da alopecia areata depende da extensão e da actividade da doença. Em casos localizados, os corticosteroides tópicos ou intralesionais, como a triamcinolona, constituem o padrão terapêutico de primeira linha. O minoxidil tópico pode ser utilizado como adjuvante para estimular o crescimento.

Em formas extensas, podem ser consideradas terapias sistémicas, incluindo corticosteroides orais, metotrexato, ciclosporina ou imunoterapia tópica com difenciprona. No entanto, estas opções apresentam limitações em termos de eficácia sustentada e efeitos adversos.

Os inibidores da Janus quinase (JAK) representam um avanço significativo no tratamento da alopecia areata. O baricitinib foi recentemente aprovado para adultos com formas graves, demonstrando taxas relevantes de regrowth com um perfil de segurança aceitável. Outros JAKi, como ritlecitinib e tofacitinib, apresentam resultados promissores em ensaios clínicos.

Terapias complementares, como a aplicação tópica de óleos essenciais associada a massagem do couro cabeludo, mostraram algum benefício em estudos controlados, mas devem ser encaradas como adjuvantes. O apoio psicológico e os grupos de suporte são componentes fundamentais de uma abordagem holística.

Na Médico na Net…

Na Médico na Net, a alopecia areata é abordada de forma clínica, baseada na evidência científica e com atenção ao impacto emocional da doença. Através de online medical appointments, é possível obter avaliação adequada, esclarecimento terapêutico e acompanhamento personalizado, de forma segura e confidencial.

Diagnóstico e tratamento da alopecia areata em consulta médica

Perguntas frequentes (FAQ)

Não. Trata-se de uma doença autoimune e não é transmissível.

Em muitos casos, sim. O regrowth pode ocorrer espontaneamente em seis a doze meses, embora exista risco de recorrência.

Sim. Alguns doentes desenvolvem alopecia totalis ou universalis, exigindo acompanhamento especializado.

O baricitinib demonstrou um perfil de segurança favorável, mas requer monitorização médica devido ao risco de infecções.

Sim. O impacto emocional é significativo e o suporte psicológico melhora a qualidade de vida e a adesão ao tratamento.

Conclusion

A alopecia areata é uma doença autoimune com impacto clínico e emocional relevante. A compreensão dos mecanismos imunológicos envolvidos tem permitido o desenvolvimento de terapias direccionadas, como os inibidores de JAK, que representam uma nova esperança para doentes com formas graves. A integração de tratamento médico, terapias adjuvantes e apoio psicossocial é essencial para optimizar o regrowth capilar e melhorar a qualidade de vida das pessoas afectadas.

Referências

Garg M, et al. Alopecia areata: prevalence, pathogenesis and comorbidities.

Sibbald C, et al. Alopecia areata: updated review 2023.

Youssef Z, et al. Baricitinib in the management of severe alopecia areata.

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.