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Eczema no Adulto: Como Controlar as Crises e Melhorar a Qualidade de Vida

Introduction

Embora o eczema atópico seja frequentemente associado à infância, estima-se que 2 a 5% dos adultos europeus vivam com esta doença crónica. Em muitos casos persiste desde a infância; noutros, surge pela primeira vez na idade adulta. A European Academy of Dermatology and Venereology (EADV) reconhece que o eczema no adulto está associado a um impacto na qualidade de vida comparável ao de outras doenças crónicas como a diabetes ou a insuficiência cardíaca.

No adulto, o eczema tende a afetar predominantemente as mãos, a face, o pescoço e as pregas de flexão. A pele apresenta-se frequentemente seca, espessada e com fissuras, podendo haver períodos de agudização com vermelhidão intensa e exsudação. O eczema das mãos é particularmente incapacitante, sobretudo em profissões com exposição frequente a água e irritantes. A Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) estima que o eczema das mãos afete até 10% da população adulta.

Impacto na Saúde Mental e na Vida Profissional

The eczema atópico no adulto está fortemente associado a ansiedade, depressão e perturbações do sono. Um estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology demonstrou que adultos com eczema moderado a grave têm um risco 44% superior de ideação suicida. A comichão crónica é frequentemente descrita como o sintoma mais debilitante, interferindo com a concentração, a produtividade e as relações interpessoais.

O impacto profissional é igualmente significativo: o absentismo e o presenteísmo representam um custo socioeconómico considerável. A SPDV recomenda a avaliação regular do impacto psicológico e a referenciação para apoio de saúde mental quando necessário.

Opções Terapêuticas Atuais

O tratamento segue uma abordagem escalonada. A hidratação com emolientes e o uso criterioso de corticosteroides tópicos continuam a ser a base. Os inibidores da calcineurina tópicos são uma alternativa para a face e pregas. Para casos moderados a graves, as opções sistémicas incluem a fototerapia com UVB de banda estreita, a ciclosporina e, mais recentemente, os biológicos e os inibidores de JAK.

O dupilumab foi o primeiro biológico aprovado para o eczema e demonstrou melhorias significativas em ensaios de fase III publicados no New England Journal of Medicine. Os inibidores de JAK (baricitinib, upadacitinib, abrocitinib), aprovados pela EMA, oferecem eficácia rápida por via oral. A escolha terapêutica deve ser individualizada, tendo em conta a gravidade, as comorbilidades e as preferências do doente.

Prevenir as Crises: Estratégias Diárias

A prevenção passa por uma rotina rigorosa de hidratação, pela identificação e evicção dos fatores desencadeantes e pela gestão do stress. Técnicas de relaxamento, exercício regular e higiene do sono contribuem para reduzir a frequência das crises. O uso de luvas de proteção em atividades com contacto com água e químicos é essencial para prevenir o eczema das mãos.

A terapêutica proactiva — aplicação intermitente de corticosteroides tópicos ou inibidores da calcineurina nas áreas habitualmente afetadas, mesmo na ausência de crise — demonstrou reduzir significativamente as recidivas, segundo a ETFAD.

Acompanhamento e Recursos de Apoio

O seguimento regular com o dermatologista é fundamental para ajustar o tratamento e monitorizar efeitos adversos da terapêutica sistémica. A comunicação aberta entre médico e doente sobre expectativas, efeitos secundários e impacto na qualidade de vida é essencial para o sucesso terapêutico.

Em Portugal, a AAARDA (Associação de Apoio à Dermatite Atópica) e as consultas especializadas dos hospitais centrais oferecem apoio diferenciado. Os grupos de suporte online podem também ser uma fonte valiosa de partilha de experiências e informação entre doentes.

In Doctor on the Net, a equipa clínica oferece avaliação de eczema no adulto, orientação terapêutica personalizada, acompanhamento regular e referenciação para dermatologia quando necessário para acesso a terapêuticas avançadas.

Pessoa a fazer acompanhamento de eczema através de videochamada no computador

Perguntas frequentes (FAQ)

Sim. Embora a maioria dos casos comece na infância, o eczema atópico pode surgir pela primeira vez na idade adulta. O diagnóstico diferencial com dermatite de contacto e outras dermatoses é importante.

Sim, o stress emocional é um fator desencadeante reconhecido. Não causa o eczema diretamente, mas pode agravar a inflamação e a comichão. Técnicas de gestão do stress, exercício físico e apoio psicológico podem ajudar.

Os biológicos como o dupilumab demonstraram um bom perfil de segurança em ensaios clínicos de larga escala. Os efeitos adversos mais comuns são a conjuntivite e reações no local de injeção. O acompanhamento pelo dermatologista é fundamental.

Yes. eczema das mãos é frequentemente agravado pela exposição ocupacional a água, detergentes e outros irritantes. Profissionais de saúde, cabeleireiros e trabalhadores de limpeza estão particularmente em risco.

Não necessariamente. O banho diário é aceitável desde que seja curto, com água morna e produtos suaves. O mais importante é aplicar emoliente generosamente logo após o banho, aproveitando a hidratação residual da pele.

Conclusion

The eczema atópico no adulto é uma doença crónica com impacto considerável na qualidade de vida, mas os avanços terapêuticos recentes — nomeadamente os biológicos e os inibidores de JAK — oferecem novas possibilidades de controlo eficaz. Uma abordagem integrada que combine cuidados de pele, tratamento farmacológico adequado e apoio psicológico é a chave para viver bem com eczema.

Referências

European Academy of Dermatology and Venereology (EADV). Guidelines for treatment of atopic eczema in adults

Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV). Eczema das mãos — Orientações clínicas

Thyssen JP, et al. Atopic dermatitis in adults: association with mental health

Simpson EL, et al. Dupilumab trials in atopic dermatitis

European Medicines Agency (EMA). Rinvoq (upadacitinib)

AAARDA — Associação de Apoio à Dermatite Atópica

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.