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Herpes Labial: Sintomas, Causas e Tratamento

Introduction

The cold sores é uma das infeções virais mais comuns a nível mundial, afetando cerca de 67 % da população global com menos de 50 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). É causado predominantemente pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1), que provoca lesões vesiculares dolorosas nos lábios e na região perioral.

Apesar de ser frequentemente considerado uma condição menor, o cold sores tem impacto significativo na qualidade de vida, autoestima e relações interpessoais. O vírus HSV-1 permanece latente no organismo após a infeção primária, podendo reativar-se periodicamente ao longo da vida. Em Portugal, a prevalência do herpes é elevada, sendo uma das queixas dermatológicas mais frequentes nos cuidados de saúde primários.

Causas e Transmissão do Herpes Labial

The cold sores é causado pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1), um vírus de ADN de dupla cadeia que pertence à família Herpesviridae. O HSV-1 transmite-se por contacto direto com lesões ativas, saliva ou superfícies mucosas de pessoas infetadas. A transmissão pode ocorrer mesmo na ausência de lesões visíveis, através da excreção viral assintomática.

A infeção primária por HSV-1 ocorre geralmente na infância ou adolescência, muitas vezes de forma subclínica ou como gengivoestomatite herpética. Após a infeção primária, o vírus migra através dos nervos sensitivos até ao gânglio trigeminal, onde permanece em estado de latência. A European Academy of Dermatology and Venereology (EADV) estima que até 90 % dos portadores de HSV-1 desconhecem a sua infeção.

A reativação do HSV-1 pode ser desencadeada por múltiplos fatores: exposição solar intensa, stress emocional ou físico, fadiga, imunossupressão, febre, menstruação e traumatismo labial. O frio intenso e o vento são também fatores de reativação frequentes em Portugal, especialmente durante os meses de inverno. A Direção-Geral da Saúde (DGS) reconhece o herpes labial como condição altamente prevalente na população portuguesa.

Sintomas e Fases do Herpes Labial

The cold sores recorrente segue um padrão clínico previsível em cinco fases. A fase prodrómica inicia-se com formigueiro, prurido ou ardor localizado nos lábios, 6 a 48 horas antes do aparecimento das lesões. Esta fase é o momento ideal para iniciar tratamento antiviral.

A fase vesicular caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas vesículas agrupadas em cacho, preenchidas com líquido claro altamente infecioso. As vesículas surgem tipicamente na junção mucocutânea do lábio, embora possam afetar outras áreas periorais. A fase ulcerativa ocorre quando as vesículas rompem, formando erosões superficiais dolorosas.

A fase de crosta forma-se quando as erosões secam, criando crostas amareladas que persistem durante 5 a 8 dias. Finalmente, a fase de cicatrização completa-se geralmente em 7 a 14 dias, sem deixar cicatriz na maioria dos casos. O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido classifica o herpes recorrente como autolimitado, embora o tratamento precoce acelere a resolução e reduza a gravidade.

Tratamento do Herpes Labial

O tratamento do cold sores baseia-se em antivirais tópicos e orais. O aciclovir creme 5 % é o tratamento tópico de primeira linha, devendo ser aplicado 5 vezes por dia durante 5 dias, idealmente iniciado na fase prodrómica. Estudos publicados no British Medical Journal demonstram que o aciclovir tópico reduz a duração das lesões em 1 a 2 dias quando iniciado precocemente.

Para episódios frequentes ou graves, os antivirais orais são mais eficazes. O valaciclovir 2 g em dose única (repetida após 12 horas) é um regime de curta duração recomendado pelo CDC para herpes recorrente. Alternativamente, o aciclovir oral 400 mg três vezes por dia durante 5 dias é eficaz no tratamento episódico.

A terapêutica supressiva com valaciclovir 500 mg/dia ou aciclovir 400 mg duas vezes por dia é recomendada para doentes com 6 ou mais episódios por ano, reduzindo a frequência das recorrências em 70 a 80 %. A European Guideline on the Management of Genital Herpes reforça que a terapêutica supressiva pode ser mantida durante meses a anos, com reavaliação periódica da necessidade de continuação.

In Doctor on the Net, a equipa clínica oferece avaliação e tratamento personalizado do cold sores, incluindo terapêutica antiviral episódica e supressiva, com aconselhamento sobre prevenção de recorrências.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Não existe cura para o herpes labial, pois o HSV-1 permanece latente no organismo. Contudo, os antivirais controlam eficazmente os sintomas e reduzem a frequência das recorrências.

Yes. cold sores é muito contagioso durante a fase vesicular e ulcerativa. A transmissão pode ocorrer por contacto direto com as lesões, beijos ou partilha de objetos como copos e talheres.

Sim. O HSV-1 pode ser transmitido aos genitais através de sexo oral, causando herpes genital. Deve evitar-se contacto orogenital durante episódios ativos de cold sores.

Sim. A exposição solar é um dos principais fatores de reativação do cold sores. O uso de protetor solar labial com FPS 30 ou superior reduz significativamente o risco de recorrências.

Deve procurar ajuda médica se tiver episódios frequentes (mais de 6 por ano), lesões extensas, cold sores que não cicatriza em 2 semanas, ou se for imunodeprimido.

Conclusion

The cold sores é uma condição viral extremamente comum, causada pelo HSV-1, com episódios recorrentes que podem ser eficazmente controlados com antivirais tópicos e orais. O reconhecimento precoce da fase prodrómica e o início imediato do tratamento são essenciais para minimizar a duração e gravidade das lesões. A prevenção de fatores desencadeantes como a exposição solar e o stress contribui para reduzir a frequência das recorrências de cold sores.

Referências

World Health Organization. Herpes simplex virus — Key facts

National Institute for Health and Care Excellence. Herpes simplex — oral: Scenario Management

European Academy of Dermatology and Venereology. Guidelines on the Management of Herpes Simplex Virus Infections

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.