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Infeção Urinária: Causas, Sintomas e Tratamento

Introduction

A urinary infection(ITU) é uma das patologias infeciosas mais comuns na prática clínica, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que cerca de 50% das mulheres terão pelo menos um episódio de infeção do trato urinário ao longo da vida, segundo dados da Associação Portuguesa de Urologia (APU). A incidência é significativamente maior no sexo feminino devido a fatores anatómicos, embora os homens possam também ser afetados, sobretudo a partir dos 50 anos.

A urinary infection resulta da colonização do aparelho urinário por microrganismos, sendo a bactéria Escherichia coli responsável por 75 a 90% dos episódios. O quadro clínico pode variar desde cistite não complicada — com sintomas localizados à bexiga — até pielonefrite aguda, uma infeção do rim que pode ter consequências graves. A European Association of Urology (EAU) classifica as ITUs em não complicadas e complicadas, consoante a presença de fatores de risco anatómicos ou funcionais.

Principais Causas e Fatores de Risco

A principal via de infeção é a ascendente: bactérias do trato gastrointestinal migram pela uretra até à bexiga. Entre os fatores de risco mais relevantes encontram-se a anatomia feminina (uretra mais curta e próxima do ânus), a atividade sexual, o uso de espermicidas, a menopausa (diminuição de estrogénios e alteração da flora vaginal), a diabetes mellitus e a obstrução urinária. Nos homens, a hiperplasia benigna da próstata é um fator de risco importante após os 50 anos.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) destaca a algaliação como causa frequente de urinary infection em contexto hospitalar, sendo responsável por até 40% das infeções nosocomiais. A gravidez é também um período de risco acrescido, dado que as alterações hormonais e mecânicas favorecem a estase urinária.

Sintomas: Quando Suspeitar de Infeção Urinária

Os sintomas mais comuns da cistite incluem ardor ou dor ao urinar (disúria), necessidade urgente e frequente de urinar (polaquiúria), sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e, por vezes, presença de sangue na urina (hematúria). A urina pode apresentar-se turva e com cheiro intenso. Quando a infeção atinge os rins (pielonefrite), surgem febre alta, calafrios, dor lombar intensa, náuseas e vómitos.

Segundo o National Institute for Health and Care Excellence (NICE), a presença de febre associada a dor lombar deve motivar uma avaliação médica urgente, pois pode indicar pielonefrite aguda, que requer tratamento antibiótico intravenoso. Em idosos e imunodeprimidos, os sintomas podem ser atípicos, manifestando-se apenas por confusão mental ou deterioração do estado geral.

Diagnóstico e Exames Complementares

O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica dos sintomas e na análise de urina (urina tipo II com exame microscópico e urocultura). A tira-teste urinária pode ser utilizada como rastreio rápido, detetando nitritos e esterase leucocitária. A urocultura é o exame de referência, permitindo identificar o microrganismo responsável e determinar a sua sensibilidade aos antibióticos (antibiograma).

A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) recomenda a realização de urocultura antes de iniciar antibioterapia empírica em situações de infeção complicada, recorrente ou em doentes com fatores de risco. Em casos específicos, podem ser necessários exames de imagem como a ecografia renal e vesical para excluir anomalias estruturais ou complicações.

Tratamento e Prevenção

O tratamento da cistite não complicada é feito com antibióticos de curta duração, como a fosfomicina (dose única) ou a nitrofurantoína (5 a 7 dias), de acordo com as recomendações da EAU e da DGS. É essencial completar o ciclo de antibiótico prescrito, mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, para garantir a erradicação do agente infecioso e reduzir o risco de resistências.

Para a prevenção, recomenda-se a ingestão adequada de líquidos (pelo menos 1,5 litros por dia), urinar após as relações sexuais, evitar o uso de produtos de higiene íntima irritantes e, em mulheres pós-menopáusicas, considerar a aplicação tópica de estrogénios. A suplementação com arando (cranberry) tem sido estudada como medida preventiva, embora a evidência científica, segundo uma revisão da Cochrane Library (2023), seja ainda modesta.

In Doctor on the Net, a equipa clínica oferece avaliação completa de sintomas urinários, requisição de análises de urina e urocultura, prescrição de tratamento antibiótico adequado e orientação para prevenção de infeções recorrentes, com referenciação para urologia quando indicado.

Mulher em casa a realizar consulta médica por vídeo no smartphone para avaliação de infeção urinária com médico.

Perguntas frequentes (FAQ)

Não. A urinary infection não é transmissível de pessoa para pessoa. Resulta da migração de bactérias do próprio organismo (geralmente do intestino) para o trato urinário. No entanto, a atividade sexual pode facilitar a entrada de bactérias na uretra.

A cistite não complicada em mulheres jovens pode, em casos ligeiros, resolver espontaneamente com hidratação abundante. Contudo, o tratamento antibiótico é recomendado para reduzir a duração dos sintomas e prevenir complicações. Nunca se automedique — consulte sempre um médico.

A cistite não complicada em mulheres jovens pode, em casos ligeiros, resolver espontaneamente com hidratação abundante. Contudo, o tratamento antibiótico é recomendado para reduzir a duração dos sintomas e prevenir complicações. Nunca se automedique — consulte sempre um médico.

Deve procurar ajuda médica sempre que apresente sintomas sugestivos de urinary infection, especialmente se houver febre, dor lombar, sangue na urina, se estiver grávida, ou se os sintomas não melhorarem em 48 horas.

Os produtos à base de arando podem ter um efeito preventivo modesto, sobretudo em mulheres com infeções recorrentes. No entanto, a Cochrane Library conclui que a evidência é limitada e não deve substituir outras medidas preventivas nem o tratamento antibiótico quando indicado.

Conclusion

A urinary infection é uma patologia extremamente frequente em Portugal, com diagnóstico e tratamento bem estabelecidos. O reconhecimento precoce dos sintomas, o diagnóstico correto com urocultura quando indicado, e o tratamento antibiótico adequado são fundamentais para evitar complicações. A adoção de medidas preventivas — sobretudo a hidratação adequada e a higiene correta — pode reduzir significativamente o risco de recorrência.

Referências

Associação Portuguesa de Urologia (APU). Infeções Urinárias — Informação ao Doente

European Association of Urology (EAU). Guidelines on Urological Infections

Direção-Geral da Saúde (DGS). Terapêutica de Infeções do Aparelho Urinário

National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Urinary tract infection (lower): antimicrobial prescribing

Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI). Recomendações para ITU

Cochrane Library. Cranberries for preventing urinary tract infections

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.