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Mentir na autodeclaração de doença: quais as consequências legais e laborais?

A autodeclaração de doença é uma medida que facilita a justificação de ausências curtas ao trabalho. Este mecanismo, disponível no portal e na aplicação SNS 24, permite que o trabalhador se ausente até três dias consecutivos, duas vezes por ano, sem necessitar de ir ao médico. No entanto, mentir na autodeclaração de doença, usando-a de forma indevida ou com falsos motivos, pode ter consequências legais e laborais graves. Este artigo explica o que prevê a lei portuguesa para quem presta falsas declarações.

Autodeclaração: confiança e responsabilidade

A autodeclaração baseia-se no princípio de boa-fé: o trabalhador assume, sob compromisso de honra, que está doente e incapaz de trabalhar. Este instrumento destina-se a situações ligeiras, como constipações ou indisposições temporárias, e pretende aliviar o sistema de saúde de consultas desnecessárias. A honestidade é, portanto, essencial para que este mecanismo continue a existir e a ser credível.

O que acontece se mentir na autodeclaração de doença?

De acordo com especialistas em direito laboral citados pelo jornal Postal, o Código do Trabalho prevê consequências distintas consoante a gravidade da situação. Se o trabalhador recusar comprovar a doença quando solicitado, a falta justificada pela autodeclaração pode passar a ser considerada injustificada, implicando perda de remuneração.

Em casos mais graves, quando se prova que mentir na autodeclaração de doença ocorreu com intenção de enganar a entidade empregadora — ou seja, o trabalhador sabia que estava apto para o trabalho e ainda assim declarou-se doente — a lei prevê justa causa para despedimento. Dependendo do enquadramento, a prestação de falsas declarações pode ainda configurar ilícito criminal, sujeito a multa ou pena de prisão.

Diferença entre autodeclaração e CIT

É fundamental distinguir a autodeclaração do Certificado de Incapacidade Temporária (CIT). O CIT é emitido por um médico após avaliação clínica e permite o acesso ao subsídio de doença pago pela Segurança Social. Já a autodeclaração serve apenas para ausências curtas e não confere qualquer subsídio.

Tal como acontece com o CIT, mentir na autodeclaração de doença compromete a confiança entre trabalhador, empregador e sistema de segurança social, podendo originar sanções disciplinares e legais.

Consulta médica online para esclarecimento sobre autodeclaração de doença e baixa médica

Boas práticas a seguir

  • Utilizar a autodeclaração apenas quando realmente doente, reservando este mecanismo para situações ligeiras e temporárias.
  • Consultar um médico se os sintomas persistirem, recorrendo ao CIT quando a incapacidade ultrapassa três dias.
  • Manter uma relação transparente com o empregador, comunicando de forma clara sobre o estado de saúde.
  • Guardar comprovativos clínicos, como receitas ou relatórios, caso seja necessário justificar a situação posteriormente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Duas vezes por ano, até três dias consecutivos em cada utilização.

Sim. Se for solicitada comprovação e esta não for apresentada, a falta pode ser considerada injustificada.

Sim. Em situações de fraude comprovada, mentir na autodeclaração de doença pode constituir justa causa para despedimento, nos termos do Código do Trabalho.

Sim. Falsificar um certificado médico é crime e pode resultar em multa ou pena de prisão.

Consulte a legislação laboral, um advogado ou procure orientação através do SNS 24. Em caso de dúvida, é sempre mais seguro recorrer a avaliação médica.

Conclusion

A autodeclaração de doença é um direito que exige responsabilidade. Mentir na autodeclaração de doença pode transformar uma ausência justificada numa falta injustificada e até justificar o despedimento. Para cumprir a lei e preservar uma relação de confiança com o empregador, utilize este mecanismo apenas quando realmente necessário e recorra ao CIT sempre que a incapacidade se prolongue. Honestidade e consciência são fundamentais para garantir a credibilidade deste instrumento.

In Doctor on the Net, é possível agendar uma consulta médica online para avaliação de baixa médica e emissão de Certificado de Incapacidade Temporária (CIT), quando clinicamente justificado. Através de acompanhamento médico à distância, o profissional avalia a situação de saúde, esclarece dúvidas e orienta o processo de como solicitar a baixa médica de forma segura, confidencial e em conformidade com a legislação em vigor.

Fontes

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.