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Vacinação contra o HPV: Eficácia, Esquemas e Impacto na Saúde Pública

Introduction

A vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes na prevenção do cancro. Desde a sua introdução em 2006, as vacinação contra o HPV demonstrou reduções dramáticas na prevalência de infeções por HPV, condilomas genitais e lesões pré-cancerosas cervicais nos países com programas de vacinação abrangentes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) integrou a vacinação contra o HPV na sua Estratégia Global para Eliminação do Cancro do Colo do Útero, com a meta de 90 % de cobertura vacinal em raparigas até aos 15 anos até 2030. Em Portugal, a vacinação contra o HPV foi incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) em 2008 para raparigas, sendo alargada a rapazes em 2020.

Vacinas Disponíveis e Cobertura

Três vacinas contra o HPV estão disponíveis: a bivalente (Cervarix, genótipos 16 e 18), a quadrivalente (Gardasil, genótipos 6, 11, 16 e 18) e a nonavalente (Gardasil 9, genótipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58). A vacina nonavalente, atualmente preferida, cobre os genótipos responsáveis por aproximadamente 90 % dos cancros cervicais.

O esquema vacinal recomendado pela OMS é de dose única para idades entre 9 e 20 anos (atualização de 2022), com base em evidência de que uma dose confere proteção durável comparável ao esquema de duas doses. Para maiores de 21 anos e pessoas imunodeprimidas, são recomendadas duas ou três doses.

Em Portugal, o PNV inclui a vacina nonavalente para raparigas e rapazes aos 10 anos de idade. A cobertura vacinal tem sido elevada, superior a 85 % nas coortes femininas. A Direção-Geral da Saúde (DGS) promove ativamente a adesão à vacinação contra o HPV como estratégia de prevenção do cancro.

Eficácia e Impacto Populacional

A eficácia das vacinação contra o HPV na prevenção de infeções persistentes e lesões pré-cancerosas é superior a 90 % para os genótipos incluídos. Dados de seguimento a longo prazo (15+ anos) confirmam durabilidade da proteção sem necessidade de reforço.

O impacto populacional da vacinação contra o HPV é já mensurável. Um estudo pioneiro publicado no The Lancet demonstrou uma redução de 87 % na incidência de cancro cervical em mulheres vacinadas aos 12-13 anos no Reino Unido. A Escócia reportou eliminação virtual das lesões CIN3+ em coortes vacinadas.

O efeito de proteção de grupo (herd immunity) beneficia também populações não vacinadas, reduzindo a circulação dos genótipos vaccinais. A Australian Government’s National HPV Vaccination Program demonstrou que a vacinação abrangente pode levar à eliminação do cancro cervical como problema de saúde pública dentro de décadas.

Desafios e Perspetivas Futuras

Os desafios atuais incluem a hesitação vacinal, a equidade no acesso global (especialmente em países de baixo rendimento, onde a incidência de cancro cervical é mais elevada) e a necessidade de manter programas de rastreio mesmo em populações vacinadas.

A desinformação sobre a segurança das vacinas contra o HPV é combatida com evidência robusta: mais de 400 milhões de doses administradas globalmente com perfil de segurança excelente, confirmado pela European Medicines Agency (EMA) e pela OMS. Os efeitos secundários são predominantemente locais e ligeiros.

A investigação futura inclui vacinas terapêuticas contra o HPV (para tratar infeções existentes e lesões pré-cancerosas), a otimização de esquemas de dose única e a extensão da vacinação a faixas etárias mais alargadas. A Global Alliance for Vaccines and Immunization (GAVI) apoia a distribuição de vacinas para a vacinação contra o HPV em países de baixo rendimento.

In Doctor on the Net, a equipa clínica oferece aconselhamento sobre vacinação contra o HPV, verificação do estado vacinal e orientação sobre rastreio cervical para uma proteção completa contra as doenças associadas ao HPV.

Homem em consulta médica online num computador a falar com médica sobre vacinação contra o HPV

Perguntas frequentes (FAQ)

Yes. vacinação contra o HPV é uma das mais estudadas do mundo, com mais de 400 milhões de doses administradas e perfil de segurança excelente confirmado pela OMS e pela EMA. Os efeitos secundários são predominantemente ligeiros e transitórios.

A vacina protege contra os genótipos incluídos com os quais ainda não houve contacto. Mesmo após infeção por um genótipo, a vacina oferece proteção contra os restantes genótipos vaccinais.

Sim. Em Portugal, a vacina contra o HPV está incluída no PNV para rapazes desde 2020. A vacinação masculina previne condilomas, cancros associados ao HPV em homens e contribui para a proteção de grupo.

A OMS atualizou as recomendações em 2022, considerando que uma dose única é suficiente para pessoas entre 9 e 20 anos. Esta simplificação facilita a cobertura vacinal global.

Sim. A vacina não cobre todos os genótipos de HPV de alto risco. O rastreio cervical continua a ser recomendado, embora os intervalos possam ser ajustados em populações vacinadas.

Conclusion

A vacinação contra o HPV é uma intervenção transformadora na prevenção do cancro, com eficácia comprovada e impacto populacional mensurável. A manutenção de elevada cobertura vacinal, o combate à desinformação e a integração da vacinação com programas de rastreio são essenciais para alcançar a eliminação do cancro cervical e reduzir a carga global de doenças associadas ao HPV.

Referências

Impact of the national HPV vaccination programme on cervical cancer — The Lancet

Human papillomavirus vaccine recommendations — World Health Organization

Programa Nacional de Vacinação e vacina contra o HPV — Direção-Geral da Saúde

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.