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Infeção Urinária em Crianças: O Que os Pais Devem Saber

Introduction

A urinary infection é uma das infeções bacterianas mais frequentes na idade pediátrica, afetando cerca de 8% das raparigas e 2% dos rapazes antes dos 7 anos de idade, segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP). O diagnóstico pode ser particularmente desafiante nos bebés e crianças pequenas, cujos sintomas são muitas vezes inespecíficos, como febre isolada, irritabilidade ou recusa alimentar.

A deteção e o tratamento precoces são fundamentais para prevenir complicações renais a longo prazo. A American Academy of Pediatrics (AAP) sublinha que qualquer episódio de febre inexplicada em crianças com menos de 2 anos deve motivar a pesquisa de urinary infection. Em crianças mais velhas, os sintomas assemelham-se aos dos adultos, com ardor ao urinar, necessidade urgente de ir à casa de banho, dor abdominal e urina turva ou com cheiro intenso.

Causas e Fatores de Risco na Infância

A Escherichia coli é o agente mais comum, responsável por cerca de 80% dos casos em pediatria. Os fatores de risco incluem o refluxo vesicoureteral (presente em cerca de 30% das crianças com ITU febril), anomalias congénitas do trato urinário, obstipação crónica, disfunção vesical e fimose nos rapazes. A Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica alerta que a obstipação é um fator frequentemente subdiagnosticado que contribui significativamente para a recorrência.

A disfunção vesical — caracterizada por micções incompletas, retenção urinária ou incontinência diurna — é outro fator importante, sobretudo nas crianças em idade escolar. O treinamento esfincteriano precoce e forçado pode contribuir para este problema.

Diagnóstico: A Importância da Colheita Correta

O diagnóstico definitivo requer urocultura com colheita de urina adequada. Em crianças sem controlo de esfíncteres, a colheita por saco coletor tem uma elevada taxa de contaminação (falsos positivos), pelo que a cateterização vesical ou a punção suprapúbica são preferíveis quando se suspeita fortemente de infeção. O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) recomenda a colheita por jato médio em crianças que já controlam a micção.

A tira-teste urinária pode ser utilizada como rastreio inicial: a presença simultânea de nitritos e leucócitos tem um valor preditivo positivo elevado. Contudo, a urocultura continua a ser o exame de referência para confirmação diagnóstica.

Tratamento e Investigação Posterior

O tratamento depende da gravidade. A cistite não complicada pode ser tratada com antibióticos orais durante 3 a 7 dias, enquanto a pielonefrite aguda pode requerer antibioterapia endovenosa inicial. Os antibióticos mais utilizados incluem a amoxicilina com ácido clavulânico, a cefuroxima e o cotrimoxazol. A escolha deve ter em conta o padrão de resistências local.

Após o primeiro episódio de infeção urinária febril, a SPP e a European Society for Paediatric Nephrology (ESPN) recomendam a realização de ecografia renal e vesical para excluir anomalias estruturais. A cistouretrografia miccional é reservada para casos com ecografia alterada, infeções recorrentes ou suspeita de refluxo vesicoureteral.

Prevenção e Cuidados no Dia a Dia

Para prevenir as infeções urinárias nas crianças, os pais devem garantir uma hidratação adequada, incentivar a micção regular (a cada 2 a 3 horas), tratar ativamente a obstipação, ensinar a higiene perineal correta (limpar da frente para trás nas raparigas) e evitar banhos de espuma prolongados. O uso de roupa interior de algodão e evitar roupa apertada são medidas simples e aconselháveis.

A profilaxia antibiótica contínua é reservada para casos selecionados com refluxo vesicoureteral significativo (graus IV-V) ou recorrências frequentes, sempre sob orientação do pediatra ou nefrologista pediátrico. O seguimento regular é fundamental para monitorizar o crescimento renal e a função renal.

In Doctor on the Net, a equipa clínica oferece avaliação pediátrica de sintomas urinários, requisição de análises de urina e exames de imagem, orientação sobre prevenção e referenciação para nefrologia ou urologia pediátrica quando necessário.

Mulher em casa a realizar consulta médica por vídeo no portátil para avaliação de infeção urinária com médico.

Perguntas frequentes (FAQ)

Nos bebés, os sintomas são muitas vezes inespecíficos: febre sem causa aparente, irritabilidade, recusa alimentar, vómitos ou atraso no crescimento. Qualquer febre inexplicada num bebé deve ser investigada com análise de urina.

Sim, a recorrência é possível, especialmente se existirem fatores predisponentes como refluxo vesicoureteral, obstipação ou disfunção vesical. O seguimento médico regular e a adoção de medidas preventivas podem reduzir significativamente o risco de urinary infection.

Sim, a obstipação crónica é um fator de risco importante e frequentemente subvalorizado. A retenção fecal comprime a bexiga, dificultando o esvaziamento completo e favorecendo a multiplicação bacteriana.

A colheita por saco coletor tem uma elevada taxa de contaminação e pode originar resultados falsos positivos. Quando se suspeita fortemente de urinary infection, a cateterização vesical é mais fiável, especialmente em crianças sem controlo de esfíncteres.

Sim, a ecografia renal e vesical é recomendada após o primeiro episódio de urinary infection febril em crianças, para excluir anomalias estruturais que possam predispor a recorrências.

Conclusion

urinary infection em crianças é uma patologia comum que exige atenção ao diagnóstico correto, tratamento adequado e investigação de fatores predisponentes. Com uma abordagem preventiva — hidratação, tratamento da obstipação e higiene adequada — é possível reduzir significativamente as recorrências e proteger a saúde renal a longo prazo.

Referências

Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP). Protocolo de Diagnóstico e Tratamento de ITU na Criança

American Academy of Pediatrics (AAP). Urinary Tract Infection: Clinical Practice Guideline

National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Urinary tract infection in under 16s

European Society for Paediatric Nephrology (ESPN). Recommendations on UTI management in children

Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica. Refluxo vesicoureteral e ITU recorrente

Montini G et al. Febrile urinary tract infections in children

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.