Online health, no waiting

Log in

Simple Health, for Everyone

Log in

Find articles

Book your appointment

Newsletter

Understand your body and mind with our experts

Medicine, psychology and nutrition united for your health, explained by those who know how to look after you

Latest articles

Baixa Médica: Direitos, Deveres e Como Funciona em Portugal

Introduction

A sick leave, oficialmente Certificado de Incapacidade Temporária para o Trabalho (CIT), é o documento que comprova a incapacidade do trabalhador para exercer a sua atividade por motivo de doença. Em Portugal, a emissão do CIT e o pagamento do subsídio de doença são regulados pela Segurança Social e enquadrados pelo Código do Trabalho. Conhecer os direitos e deveres é fundamental para garantir proteção adequada.

O CIT pode ser emitido pelo médico de família, médicos hospitalares ou médicos do setor privado, através da plataforma eletrónica CIT Online da Segurança Social. Desde a sua implementação, o processo tornou-se mais ágil, com transmissão automática à Segurança Social e à entidade empregadora. A Ordem dos Médicos estabelece que a emissão deve basear-se numa avaliação clínica objetiva da incapacidade funcional.

Quanto Se Recebe Durante a Baixa?

O subsídio de doença corresponde a uma percentagem da remuneração de referência: 55% nos primeiros 30 dias, 60% dos 31 aos 90 dias, 70% dos 91 aos 365 dias e 75% acima dos 365 dias. Os primeiros 3 dias constituem o “período de espera” e não são pagos, exceto em caso de internamento, tuberculose ou doença durante prestações parentais.

Para ter direito ao subsídio, o trabalhador deve ter um prazo de garantia de 6 meses com contribuições para a Segurança Social e um índice de profissionalidade mínimo. A Segurança Social disponibiliza um simulador online para calcular o valor do subsídio. Os trabalhadores independentes devem ter as contribuições em dia.

Deveres do Trabalhador em Baixa

Durante a baixa, o trabalhador deve permanecer no domicílio indicado no CIT e estar disponível para verificação entre as 10h-12h e 14h-16h. Pode ausentar-se para consultas, tratamentos ou motivo justificado. Deve comunicar qualquer alteração de morada à Segurança Social.

A entidade empregadora deve ser notificada no prazo de 5 dias. O incumprimento dos deveres pode resultar na suspensão ou cessação do subsídio. A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) fiscaliza o cumprimento das obrigações de ambas as partes.

Proteção do Posto de Trabalho

O Código do Trabalho garante que o trabalhador não pode ser despedido por motivo de doença. Durante a baixa, o contrato fica suspenso, mantendo-se direitos de antiguidade e de regresso ao posto de trabalho. No entanto, faltas injustificadas ou atividades incompatíveis com a doença certificada podem constituir justa causa de despedimento.

Em caso de dúvida sobre direitos laborais, o trabalhador pode consultar a ACT, os sindicatos ou recorrer a aconselhamento jurídico. A proteção é aplicável tanto a trabalhadores por conta de outrem como a trabalhadores independentes com contribuições atualizadas.

Duração Máxima e Junta Médica

O subsídio de doença pode ser atribuído por um período máximo de 1095 dias (3 anos). A Segurança Social pode convocar o trabalhador para Junta Médica de verificação, especialmente em baixas superiores a 365 dias. Se a incapacidade se tornar permanente, o trabalhador pode requerer pensão de invalidez.

As prorrogações do CIT devem ser solicitadas antes da data de fim da baixa vigente. O médico reavalia a situação clínica e decide sobre a continuação ou alta. O trabalhador deve regressar ao trabalho no dia útil seguinte à alta médica.

In Doctor on the Net, a equipa médica avalia a incapacidade para o trabalho, emite o CIT quando clinicamente justificado, acompanha a recuperação do trabalhador e orienta sobre direitos e procedimentos junto da Segurança Social.

Mulher em casa em videochamada com médico para pedir baixa médica

Perguntas frequentes (FAQ)

A baixa pode ser emitida por qualquer médico — de família, hospitalar ou do setor privado — desde que utilize a plataforma CIT Online da Segurança Social. A avaliação deve ser presencial.

Não. Os primeiros 3 dias constituem o “período de espera” e não são pagos pela Segurança Social, exceto em situações específicas como internamento hospitalar, tuberculose ou doença iniciada durante licença parental.

Não. Os primeiros 3 dias constituem o “período de espera” e não são pagos pela Segurança Social, exceto em situações específicas como internamento hospitalar, tuberculose ou doença iniciada durante licença parental.

Não. O Código do Trabalho protege o trabalhador contra o despedimento por motivo de doença. O contrato fica suspenso durante a baixa e o trabalhador tem direito a regressar ao mesmo posto ou equivalente.

O subsídio pode ser pago até 1095 dias (3 anos). Em baixas prolongadas, a Segurança Social pode convocar Junta Médica para verificação. Se a incapacidade se tornar permanente, pode ser requerida pensão de invalidez.

Conclusion

A sick leave é um direito fundamental do trabalhador em Portugal, com regras claras sobre emissão, duração, valor do subsídio e deveres. O conhecimento destes direitos e obrigações permite ao trabalhador proteger-se adequadamente durante os períodos de doença, garantindo recuperação tranquila e regresso seguro ao trabalho.

Referências

Segurança Social. Subsídio de doença — Condições e montantes

Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009). Artigos sobre suspensão do contrato por doença

Direção-Geral da Saúde (DGS). CIT Online — Certificado de Incapacidade Temporária

Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Direitos em situação de doença

Ordem dos Médicos. Orientações sobre emissão de CIT

Instituto da Segurança Social, I.P. Guia Prático — Subsídio de Doença

Did you like this article? Share it:

Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.