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Queda de Cabelo: Alopecia Areata e Terapias Imunológicas

Introduction

A alopecia areata (AA) é uma doença autoimune caracterizada por perda súbita e não cicatricial de cabelo em áreas circunscritas. A incidência anual varia de 2,53 a 26 por 100 000 habitantes e a prevalência ao longo da vida aproxima-se de 2 %. Nas últimas décadas, terapias imunomoduladoras, como inibidores da Janus cinase (JAK), emergiram como opções promissoras para casos graves, representando uma nova terapia para alopecia areata em formas extensas.

Patogénese e variabilidade clínica

AA resulta da quebra da “privilegiada imunológica” dos folículos pilosos, levando a uma infiltração de linfócitos T e citocinas inflamatórias. O espectro clínico inclui alopecia em placas, totalis (perda total do couro cabeludo) e universalis (perda de todo o pêlo corporal). Estudos mostram que a incidência aumentou 49 % entre 1990 e 2019, com maior prevalência em adultos e mulheres. Variantes severas associam-se a comorbilidades como depressão, ansiedade e doenças autoimunes (tireoidite autoimune, vitiligo, lúpus), fatores que influenciam a escolha da terapia para alopecia areata mais adequada.

Novas terapias: Inibidores de JAK

Baricitinib, um inibidor de JAK1/JAK2, mostrou eficácia significativa em ensaio clínico de fase 2 em adultos com AA severa. Aos 36 semanas, 33,3 % dos participantes que receberam 2 mg e 51,9 % dos que receberam 4 mg alcançaram um valor no Severity of Alopecia Tool (SALT) ≤ 20, em comparação com 3,6 % no grupo placebo. O medicamento foi bem tolerado e os efeitos adversos não diferiram substancialmente do placebo. Estes resultados consolidam o baricitinib como uma importante terapia para alopecia areata em casos severos.

Uma meta-análise recente avaliou a eficácia e segurança do ritlecitinib (inibidor de JAK3/TEC) em adultos e adolescentes. O estudo reportou redução significativa do SALT a 12 e 24 semanas (diferença média de –17,43 e –20,95 pontos, respectivamente) em comparação com placebo. Estes achados reforçam o potencial desta molécula como terapia para alopecia areata, ainda que estudos de longo prazo sejam necessários.

Tratamentos convencionais na terapia para alopecia areata

A primeira linha para AA inclui corticosteroides tópicos, intralesionais ou sistémicos; imunoterapia com difenciprona ou ácido squárico; e minoxidil tópico. Em casos refractários, imunomoduladores orais como metotrexato, azatioprina e ciclosporina podem ser usados. As terapias JAK representam um avanço significativo como terapia para alopecia areata, mas exigem monitorização laboratorial adequada.

Os dermatologistas da Doctor on the Net podem avaliar o tipo de alopecia, discutir a melhor terapia para alopecia areata para cada caso e acompanhar a evolução clínica através de consulta online.

terapia para alopecia areata em paciente com queda de cabelo localizada

Perguntas frequentes (FAQ)

Não. AA é uma doença autoimune e não se transmite por contacto.

Em muitos casos, especialmente os mais limitados, o cabelo pode voltar a crescer espontaneamente. Todavia, recidivas são comuns e a recuperação total não está garantida, sobretudo em formas mais severas que podem exigir terapia para alopecia areata.

Os ensaios mostram boa tolerabilidade a curto prazo, mas ainda faltam dados de longo prazo. Monitorização de enzimas hepáticas, lípidos e sinais de infeção é necessária durante a terapia para alopecia areata com estes medicamentos.

Sim. Em alguns casos pode progredir para alopecia totalis ou universalis, exigindo avaliação especializada e eventual ajuste da terapia para alopecia areata.

Deve procurar avaliação dermatológica quando a queda de cabelo for persistente, extensa ou causar impacto emocional significativo, para definir a terapia para alopecia areata mais adequada.

Conclusion

Alopecia areata tem forte impacto emocional e social. As terapias de inibição da Janus cinase, como baricitinib e ritlecitinib, oferecem esperança para casos severos, mostrando redução significativa no SALT e melhoria da qualidade de vida. No entanto, abordagens convencionais como corticosteroides e imunoterapia ainda têm um papel fundamental, e a escolha da terapia para alopecia areata deve considerar a gravidade, as comorbilidades e as preferências do paciente.

Referências

Brett King et al. Efficacy and safety of baricitinib in patients with severe alopecia areata: Phase 2 study (2021) Samah O.A. Alfahl et al. Safety and Efficacy of Ritlecitinib for the Treatment of Patients with Alopecia Areata (2025)

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.