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Tratamento da Clamídia: Antibioterapia, Prevenção e Seguimento

Introduction

The tratamento da clamídia é altamente eficaz quando instituído precocemente, com taxas de cura superiores a 95 % com os regimes antibióticos recomendados. As guidelines da British Association for Sexual Health and HIV (BASHH) e do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) fornecem orientações baseadas em evidência para o tratamento da infeção por Chlamydia trachomatis.

O tratamento adequado da clamídia previne complicações reprodutivas graves, reduz a transmissão a parceiros sexuais e contribui para o controlo epidemiológico desta infeção sexualmente transmissível. A abordagem terapêutica inclui antibioterapia, tratamento de parceiros e estratégias de prevenção de reinfeção no contexto do tratamento da clamídia.

Antibioterapia

O regime terapêutico de primeira linha para a clamídia genital não complicada é a doxiciclina 100 mg, duas vezes por dia, durante 7 dias. Este regime constitui atualmente a abordagem mais recomendada no tratamento da clamídia.

Ensaios clínicos recentes, incluindo o estudo StepUp RCT publicado no The New England Journal of Medicine, demonstraram superioridade da doxiciclina sobre a azitromicina em dose única, particularmente nas infeções retais.

A azitromicina 1 g em dose única permanece como alternativa quando a adesão ao regime de 7 dias não é garantida. Em caso de alergia ou contraindicação, a eritromicina ou o ofloxacino são opções de segunda linha para o tratamento da clamídia.

Na gravidez, a azitromicina é o fármaco de eleição para o tratamento da clamídia, uma vez que a doxiciclina é contraindicada. A amoxicilina é uma alternativa segura durante a gestação.

A European Society of Clinical Microbiology and Infectious Diseases (ESCMID) monitoriza os padrões de resistência da Chlamydia trachomatis, embora a resistência aos antibióticos convencionais utilizados no tratamento da clamídia permaneça rara.

Tratamento de Parceiros e Seguimento

O tratamento simultâneo de todos os parceiros sexuais dos últimos 60 dias é mandatório na gestão da clamídia e constitui uma etapa essencial para o sucesso do tratamento da clamídia.

A terapêutica acelerada de parceiros (expedited partner therapy), em que o parceiro recebe antibiótico através do doente-índice sem consulta presencial, é praticada em alguns países e recomendada pelo CDC.

O teste de cura não é rotineiramente necessário para a clamídia genital tratada com doxiciclina, exceto na gravidez, onde se recomenda reteste 3 a 4 semanas após o tratamento da clamídia. O reteste para deteção de reinfeção é recomendado 3 meses após o tratamento em todos os doentes.

A abstinência sexual é recomendada durante 7 dias após o início do tratamento com doxiciclina ou durante 7 dias após a dose única de azitromicina. O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido reforça a importância destas medidas para prevenir a transmissão da clamídia durante o período de tratamento da clamídia.

Prevenção de Reinfeções

A prevenção de reinfeções por clamídia é um desafio clínico significativo, com taxas de reinfeção de 10 a 20 % nos primeiros 12 meses após tratamento da clamídia.

A utilização consistente do preservativo, a redução de parceiros sexuais e o rastreio regular são as estratégias preventivas mais eficazes.

A educação do doente sobre a natureza da infeção, o modo de transmissão e a importância do tratamento de parceiros é fundamental. Estudos publicados no British Medical Journal demonstram que intervenções de aconselhamento breve no momento do diagnóstico reduzem as taxas de reinfeção por clamídia.

A vacinação contra a clamídia está em fase de investigação clínica, com ensaios promissores a decorrer na Europa e nos Estados Unidos. A OMS considera o desenvolvimento de uma vacina contra a clamídia uma prioridade de investigação em saúde sexual.

Na Médico na Net

In Doctor on the Net, a equipa clínica oferece tratamento da clamídia completo, incluindo antibioterapia adequada, aconselhamento preventivo e seguimento para garantir a cura e prevenir reinfeções.

Homem participando de teleconsulta médica para tratamento da clamídia, com doutora sorridente na tela do monitor, ilustrando atendimento remoto confidencial e eficaz para infecções sexualmente transmissíveis

Perguntas frequentes (FAQ)

Com doxiciclina durante 7 dias, a taxa de cura da clamídia é superior a 95 %. Os sintomas, quando presentes, geralmente melhoram nos primeiros dias de tratamento da clamídia. A cura microbiológica é alcançada ao final do tratamento.

Não. A abstinência sexual é recomendada durante pelo menos 7 dias após o início do tratamento da clamídia, para evitar a transmissão ao parceiro e garantir a eficácia do tratamento.

A doxiciclina e a azitromicina não têm interações clinicamente significativas com o álcool. Contudo, recomenda-se moderação no consumo de álcool durante qualquer tratamento antibiótico para promover a recuperação.

A clamídia pode ocorrer novamente por reinfeção através de contacto sexual desprotegido com parceiro infetado. Não se trata de recidiva, mas de nova infeção. O tratamento de parceiros e o uso de preservativo previnem reinfeções após o tratamento da clamídia.

Sim, o regime antibiótico para clamídia genital não complicada é igual para homens e mulheres. A exceção é a gravidez, onde a azitromicina substitui a doxiciclina por razões de segurança fetal.

Conclusion

The tratamento da clamídia com antibioterapia adequada é altamente eficaz e previne complicações graves. O tratamento simultâneo de parceiros, o seguimento com reteste aos 3 meses e a adoção de medidas preventivas são essenciais para o controlo da clamídia e a proteção da saúde sexual e reprodutiva.

Referências

Lau A. et al. Doxycycline versus azithromycin for genital chlamydia (StepUp RCT). The New England Journal of Medicine (2021)

British Association for Sexual Health and HIV

Centers for Disease Control and PreventionChlamydial Infections

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.