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Alergias Respiratórias: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Introduction

The alergias respiratórias são um problema de saúde pública crescente, afetando mais de 30% da população portuguesa, segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC). A rinite alérgica e a asma alérgica são as manifestações mais comuns, podendo coexistir no mesmo doente num conceito designado “via aérea única”. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar a progressão da doença.

The alergias respiratórias ocorrem quando o sistema imunitário reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas — os alérgenos. Os alérgenos mais frequentes em Portugal são os ácaros do pó doméstico, os pólenes (gramíneas, oliveira, parietária), os fungos ambientais e os pelos de animais. A European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI) classifica a rinite alérgica como a doença alérgica mais prevalente a nível mundial, com impacto significativo na produtividade e qualidade de vida.

Rinite Alérgica: Mais do Que Simples Espirros

A rinite alérgica manifesta-se por espirros em salva, rinorreia aquosa, obstrução nasal e prurido nasal. Pode ser classificada como intermitente ou persistente, e ligeira ou moderada/grave, de acordo com a iniciativa ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma). Quando não controlada, afeta a concentração, o rendimento escolar e profissional e a qualidade do sono.

A SPAIC estima que a rinite alérgica é subdiagnosticada e subtratada em Portugal, com muitos doentes a recorrerem apenas à automedicação. O estudo ARPA demonstrou que apenas 40% dos doentes com rinite procuraram cuidados médicos, apesar do impacto significativo na qualidade de vida.

A Ligação Entre Rinite e Asma

A rinite e a asma partilham mecanismos fisiopatológicos comuns. Até 40% dos doentes com rinite alérgica desenvolvem asma, e mais de 80% dos asmáticos têm rinite concomitante. A Global Initiative for Asthma (GINA) recomenda que todos os doentes com asma sejam avaliados quanto à presença de rinite, e vice-versa, para otimizar o tratamento.

A asma alérgica caracteriza-se por episódios recorrentes de pieira, falta de ar, aperto torácico e tosse, frequentemente pior durante a noite ou ao exercício. Em Portugal, a asma afeta cerca de 7% da população, segundo o Programa Nacional para as Doenças Respiratórias da DGS.

Diagnóstico: Testes Alérgicos

O diagnóstico baseia-se na história clínica e é confirmado por testes alérgicos. Os testes cutâneos por picada (prick tests) são o método de primeira linha: rápidos, seguros e com boa sensibilidade, os resultados ficam disponíveis em 15-20 minutos. Em alternativa, podem ser doseadas as IgE específicas séricas (ImmunoCAP).

O diagnóstico molecular (component-resolved diagnostics) permite identificar as proteínas alergénicas específicas, melhorando a precisão diagnóstica e a indicação para imunoterapia. A SPAIC disponibiliza informação sobre centros de imunoalergologia em Portugal.

Tratamento: Medicação e Imunoterapia

O tratamento inclui evicção alérgénica, farmacoterapia e imunoterapia específica. Os anti-histamínicos orais de segunda geração (cetirizina, bilastina, fexofenadina) são primeira linha para rinite. Os corticosteroides nasais (fluticasona, mometasona) são o tratamento mais eficaz para a rinite moderada/grave. Para a asma, os corticosteroides inalados com broncodilatadores de longa ação são a base terapêutica.

A imunoterapia específica (sublingual ou subcutânea) é a única terapêutica capaz de modificar a história natural da doença alérgica, prevenindo a progressão para asma e o desenvolvimento de novas sensibilizações, segundo a EAACI. É administrada durante 3 a 5 anos.

In Doctor on the Net, a equipa clínica avalia sintomas respiratórios alérgicos, orienta sobre investigação diagnóstica e opções de tratamento, e referencia para consulta de imunoalergologia quando indicado.

Pessoa a fazer acompanhamento de alergias respiratórias por videochamada no computador

Perguntas frequentes (FAQ)

Sim. Embora muitas se manifestem na infância, é possível desenvolver alergias respiratórias em qualquer idade. As mudanças de ambiente, a exposição a novos alérgenos e alterações hormonais podem desencadear novas sensibilizações.

Os anti-histamínicos de segunda geração (cetirizina, bilastina, fexofenadina) causam significativamente menos sonolência do que os de primeira geração. A bilastina e a fexofenadina são os que menos afetam o desempenho cognitivo.

Sim. A imunoterapia específica com alérgenos é o único tratamento que modifica a história natural da doença alérgica. Reduz sintomas, diminui necessidade de medicação, previne novas sensibilizações e reduz o risco de progressão para asma.

Os purificadores de ar com filtro HEPA podem ajudar a reduzir alérgenos em suspensão no ar interior. São um complemento útil, mas não substituem outras medidas de evicção como capas anti-ácaros, aspiração regular e ventilação adequada.

Sim. A inflamação alérgica crónica da mucosa nasal pode obstruir os ostios sinusais, predispondo a sinusite. O tratamento adequado da rinite reduz o risco de complicações sinusais.

Conclusion

The alergias respiratórias são extremamente prevalentes em Portugal e têm impacto significativo na qualidade de vida e produtividade. O diagnóstico correto com testes alérgicos validados é fundamental para orientar o tratamento. A imunoterapia específica permanece como a única abordagem capaz de modificar a evolução natural da doença.

Referências

Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC). Rinite Alérgica — Recomendações

European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI). Guidelines on Allergen Immunotherapy

Bousquet J, et al. ARIA Update — Allergic Rhinitis and Asthma

Global Initiative for Asthma (GINA). Global Strategy for Asthma Management

Direção-Geral da Saúde (DGS). Programa Nacional para as Doenças Respiratórias

Pereira AM, et al. Prevalence of allergic rhinitis in Portugal (ARPA study)

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.