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Rinite Alérgica: Causas, Sintomas e Tratamento Eficaz

Introduction

A rinite alérgica é uma das doenças crónicas mais prevalentes em Portugal, afetando cerca de 26% da população adulta e até 35% dos adolescentes, segundo o estudo ARPA (Allergic Rhinitis Prevalence Assessment) da SPAIC. Apesar de ser frequentemente desvalorizada como uma condição menor, a rinite alérgica tem impacto significativo na produtividade, no desempenho académico e na qualidade de vida.

A rinite alérgica resulta de uma resposta inflamatória da mucosa nasal a alérgenos ambientais. Em Portugal, os mais relevantes são os ácaros do pó (Dermatophagoides pteronyssinus e farinae), os pólenes de gramíneas e oliveira, os fungos (Alternaria, Cladosporium) e os epitélios de animais. Pode ser sazonal (primavera) ou perene (todo o ano). A Rede Portuguesa de Aerobiologia (RPA) monitoriza os níveis de pólen e disponibiliza boletins que permitem antecipar períodos de risco.

Sintomas: Mais do Que Espirros

Os quatro sintomas cardinais são: espirros em salva, rinorreia aquosa, obstrução nasal e prurido nasal. Podem associar-se lacrimejo, vermelhidão e comichão ocular (rinoconjuntivite). A obstrução nasal crónica causa respiração oral, roncopatia, perturbações do sono e fadiga diurna. Em crianças, pode contribuir para alterações do desenvolvimento craniofacial.

A iniciativa ARIA classifica a rinite quanto à duração (intermitente vs. persistente) e gravidade (ligeira vs. moderada/grave), orientando a escolha terapêutica. A qualidade do sono é frequentemente afetada: estudos demonstram que mais de 60% dos doentes com rinite moderada/grave referem perturbações do sono.

Diagnóstico e Identificação dos Alérgenos

O diagnóstico é clínico e confirmado por testes alérgicos. A endoscopia nasal pode excluir outras causas de obstrução (pólipos, desvio do septo). Os testes cutâneos por picada são o método de referência. A SPAIC recomenda diagnóstico e plano terapêutico por médico com formação em imunoalergologia.

O diagnóstico molecular (component-resolved diagnostics) permite maior precisão, distinguindo sensibilizações genuínas de reatividade cruzada, e é particularmente útil para decidir sobre a indicação de imunoterapia específica.

Tratamento Farmacológico Escalonado

Para sintomas ligeiros, anti-histamínicos orais de segunda geração são primeira opção. Para moderados/graves, corticosteroides intranasais são o tratamento mais eficaz. Nos casos com conjuntivite, adicionam-se anti-histamínicos oculares. Os descongestionantes nasais devem ser usados no máximo 5-7 dias para evitar rinite medicamentosa.

A associação de corticosteroide intranasal com anti-histamínico intranasal (como a associação fixa de fluticasona com azelastina) demonstrou eficácia superior à monoterapia em doentes com rinite moderada/grave. Os antileucotrienos (montelucaste) são uma alternativa em doentes com rinite e asma concomitante.

Imunoterapia: Tratar a Causa da Alergia

A imunoterapia específica com alérgenos é o único tratamento que modifica o curso natural da doença. Consiste na administração progressiva do alérgeno causador, por via subcutânea ou sublingual, durante 3 a 5 anos. A EAACI recomenda-a em doentes que não respondem adequadamente à farmacoterapia.

Estudos de larga escala demonstram que a imunoterapia reduz sintomas, diminui necessidade de medicação, previne novas sensibilizações e reduz o risco de progressão para asma. A via sublingual, mais cómoda e segura, tem ganho preferência na prática clínica.

In Doctor on the Net, avaliamos sintomas de rinite alérgica, orientamos sobre investigação diagnóstica e tratamento adequado, e referenciamos para imunoalergologia quando indicado, incluindo para avaliação de imunoterapia específica.

Pessoa a fazer acompanhamento de rinite alérgica através de videochamada no telemóvel

Perguntas frequentes (FAQ)

Yes. rinite alérgica não tratada é um fator de risco para o desenvolvimento de asma. Até 40% dos doentes com rinite desenvolvem asma ao longo da vida. O tratamento adequado da rinite pode reduzir este risco.

Não. Os descongestionantes nasais tópicos (xilometazolina, oximetazolina) não devem ser usados mais de 5 a 7 dias consecutivos. O uso prolongado causa rinite medicamentosa (“efeito rebound”), agravando a obstrução nasal.

A rinite alérgica caracteriza-se por comichão nasal, espirros em salva, corrimento aquoso e sintomas recorrentes em padrão sazonal ou perene. A constipação viral causa habitualmente dor de garganta, febre e resolve em 7-10 dias.

Se for alérgico a ácaros, reduzir os reservatórios de poeira é recomendado: usar capas anti-ácaros no colchão e almofadas, lavar roupa de cama a 60°C semanalmente, e reduzir tapetes e peluches nos quartos de dormir.

Sim. A imunoterapia sublingual demonstrou eficácia semelhante à subcutânea em vários estudos, com a vantagem de poder ser administrada em casa e com menor risco de reações adversas graves.

Conclusion

A rinite alérgica é uma doença crónica altamente prevalente em Portugal, com impacto significativo na qualidade de vida. O diagnóstico correto e o tratamento adequado — incluindo a imunoterapia específica quando indicada — são fundamentais para controlar os sintomas e prevenir a progressão para asma.

Referências

Pereira AM, et al. ARPA Study: Allergic Rhinitis Prevalence Assessment in Portugal

Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC). Normas de Orientação Clínica em Rinite Alérgica

Bousquet J, et al. ARIA revision — Allergic Rhinitis and Asthma

European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI). Allergen Immunotherapy Guidelines

Rede Portuguesa de Aerobiologia (RPA). Boletim polínico

Brozek JL, et al. ARIA guidelines revision

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Dr Alexandra Azevedo

Training: University of Barcelona
No. of doctors: 71409

Biography

Dr Alexandra Azevedo graduated in Medicine from the University of Barcelona in 2015, where she subsequently specialised in General Practice. During her training, she developed a strong interest in the approach to chronic pain, having completed an integrated master's degree in Medicine and Surgery with clinical research into pain management. Her professional experience includes several years of clinical practice in Spain, particularly in Catalonia, where she has had contact with a wide variety of pathologies and challenges, both in the emergency department and in primary healthcare.

She currently works as a family doctor at the ULS Braga. She has been a member of the medical-surgical emergency team at Vila Nova de Famalicão Hospital and has worked as a guest lecturer at the Nursing School of the University of Minho, teaching anatomy and physiology of the circulatory, respiratory and digestive systems.

Her main clinical interests include emergency medicine, chronic pain, depression and anxiety, as well as preventive medicine and the control of vascular risk factors. She is also dedicated to anti-smoking counselling and weight loss counselling, helping her patients to adopt healthier lifestyle habits. Her approach to care is based on a holistic vision, considering health as a balance between physical and psychological well-being.

Dr Alexandra stands out for her humanism and her ability to offer quick and effective solutions to minor problems, ensuring that her patients feel well looked after. At Médico na Net, she sees an opportunity to bring healthcare to more people in an accessible and convenient way.

Passionate about music and travelling, she loves getting to know different cultures and lifestyles, which enriches her view of the world and her medical practice. For her, medicine is not just a profession, but a real commitment to the well-being of the people she cares for. As she likes to say: "Health is the balance between physical and psychological well-being.