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Infeções Sexualmente Transmissíveis: Tipos, Sintomas e Prevenção

Introdução

As infeções sexualmente transmissíveis (ISTs) constituem um problema de saúde pública global, com mais de um milhão de novas infeções adquiridas diariamente segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em Portugal, os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) confirmam uma tendência crescente na notificação de ISTSs, particularmente entre jovens adultos.

As ISTs são causadas por bactérias, vírus ou parasitas transmitidos por contacto sexual desprotegido. Muitas ISTs são assintomáticas, o que facilita a sua propagação silenciosa. O diagnóstico precoce das infeções sexualmente transmissíveis é essencial para o tratamento eficaz, a prevenção de complicações e a redução da transmissão.

Principais Tipos de ISTs

As ISTs mais prevalentes incluem clamídia, gonorreia, sífilis, herpes genital, infeção por vírus do papiloma humano (HPV), hepatite B e infeção por VIH. Cada IST apresenta características clínicas, meios de diagnóstico e tratamentos específicos.

As ISTs bacterianas, como clamídia, gonorreia e sífilis, são geralmente curáveis com antibioterapia adequada. As ISTs virais, como herpes genital, hepatite B e VIH, são controláveis mas não curáveis, exigindo tratamento prolongado ou supressivo. O European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) monitoriza a evolução epidemiológica das infeções sexualmente transmissíveis na Europa, identificando padrões de resistência antimicrobiana.

A coinfecção por múltiplas infeções sexualmente transmissíveis é frequente e agrava o prognóstico. A presença de uma IST ulcerativa, como o herpes genital ou a sífilis, aumenta significativamente o risco de transmissão do VIH. A British Association for Sexual Health and HIV (BASHH) recomenda rastreio abrangente quando uma infeção sexualmente transmissível é diagnosticada.

Sintomas Comuns

Os sintomas das infeções sexualmente transmissíveis variam conforme o agente etiológico, mas podem incluir corrimento uretral ou vaginal anormal, disúria (dor ao urinar), úlceras ou vesículas genitais, prurido genital, dor pélvica e linfadenopatia inguinal.

É fundamental reconhecer que muitas infeções sexualmente transmissíveis são assintomáticas, especialmente em mulheres. A clamídia, por exemplo, não apresenta sintomas em cerca de 70 % das mulheres e 50 % dos homens infetados. Esta característica silenciosa das infeções sexualmente transmissíveis sublinha a importância do rastreio regular em populações de risco.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) de Portugal, através do Programa Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose, promove a sensibilização para o reconhecimento precoce de sintomas de infeções sexualmente transmissíveis e o acesso a rastreio confidencial.

Prevenção

A prevenção das infeções sexualmente transmissíveis baseia-se na utilização consistente e correta do preservativo, na vacinação (HPV e hepatite B), no rastreio regular e na redução do número de parceiros sexuais.

A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia eficaz na prevenção do VIH em populações de alto risco.

A OMS inclui a educação sexual abrangente entre as estratégias prioritárias para a prevenção das infeções sexualmente transmissíveis.

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos recomenda rastreio anual de clamídia em mulheres sexualmente ativas com menos de 25 anos.

A notificação e tratamento de parceiros sexuais são componentes essenciais da prevenção das infeções sexualmente transmissíveis, interrompendo cadeias de transmissão e prevenindo reinfeções.

Na Médico na Net, a equipa clínica oferece rastreio confidencial, diagnóstico e tratamento de infeções sexualmente transmissíveis, com aconselhamento personalizado sobre prevenção e saúde sexual.

consulta médica online para avaliação de infeções sexualmente transmissíveis

Perguntas frequentes (FAQ)

Sim. Várias infeções sexualmente transmissíveis, incluindo gonorreia, sífilis, herpes genital e HPV, podem ser transmitidas por contacto oral-genital. A utilização de barreiras de proteção reduz este risco.

Sim. Muitas ISTs são assintomáticas, especialmente nas fases iniciais. O rastreio regular é a forma mais eficaz de detetar infeções silenciosas e iniciar tratamento atempado.

A frequência de rastreio depende dos fatores de risco individuais. As sociedades médicas recomendam rastreio anual para pessoas sexualmente ativas com múltiplos parceiros, e rastreio a cada mudança de parceiro sexual.

Sim. ISTs como clamídia e gonorreia, quando não tratadas, podem causar doença inflamatória pélvica e danos nas trompas de Falópio, levando a infertilidade. O tratamento precoce previne estas complicações.

O preservativo reduz significativamente o risco de transmissão da maioria das infeções sexualmente transmissíveis, mas não oferece proteção total contra infeções transmitidas por contacto pele-a-pele, como herpes genital e HPV.

Conclusão

As infeções sexualmente transmissíveis são altamente prevalentes e frequentemente assintomáticas, exigindo uma abordagem proativa de rastreio e prevenção. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para o controlo das infeções sexualmente transmissíveis e a proteção da saúde sexual e reprodutiva.

Referências

World Health OrganizationSexually transmitted infections (STIs): Key facts

European Centre for Disease Prevention and Control Surveillance Atlas of Infectious Diseases

Direção-Geral da SaúdePrograma Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.