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Alimentação Durante o Tratamento com Injetáveis para Emagrecer: Guia Nutricional Completo

Introdução

Iniciar tratamento com injetáveis à base de agonistas do recetor GLP-1 para perda de peso implica muito mais do que a administração semanal de uma injeção. A alimentação desempenha um papel central no sucesso terapêutico, e a forma como comemos durante o tratamento pode influenciar significativamente tanto os resultados como a tolerabilidade do fármaco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendam que qualquer abordagem farmacológica da obesidade seja acompanhada de aconselhamento nutricional personalizado.

Adaptação Alimentar nas Primeiras Semanas

Durante a fase de titulação — quando a dose é progressivamente aumentada — os efeitos gastrointestinais como náuseas e saciedade precoce são mais pronunciados. A British Dietetic Association (BDA) recomenda, nesta fase, optar por refeições pequenas e frequentes (5 a 6 por dia), preferir alimentos de fácil digestão e evitar preparações muito gordurosas, condimentadas ou de grande volume. Alimentos como arroz, batata cozida, frango grelhado, peixe cozido, banana, compota sem açúcar e tostas integrais são geralmente bem tolerados. Comer devagar, mastigando bem, ajuda a prevenir as náuseas.

Proteína: O Nutriente Prioritário

A ingestão adequada de proteína é possivelmente o aspeto nutricional mais importante durante o tratamento com injetáveis para emagrecer. A perda de peso acelerada pode levar à perda de massa muscular, um fenómeno preocupante que a Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) recomenda prevenir ativamente. A ingestão diária recomendada durante estes tratamentos é de 1,2 a 1,5 gramas de proteína por quilograma de peso corporal, distribuída ao longo do dia. Fontes proteicas de qualidade incluem ovos, peixe, carne magra, laticínios, leguminosas e, quando necessário, suplementos proteicos.

Hidratação e Micronutrientes

A hidratação adequada é fundamental, especialmente se ocorrerem vómitos ou diarreia. Recomenda-se uma ingestão mínima de 1,5 a 2 litros de água por dia, podendo ser complementada com chás sem açúcar e água aromatizada com limão ou hortelã. Dado que a redução da ingestão alimentar pode comprometer o aporte de vitaminas e minerais, a Associação Portuguesa de Nutrição (APN) sugere a monitorização regular dos níveis de vitamina D, vitamina B12, ferro, cálcio e ácido fólico. A suplementação pode ser necessária e deve ser avaliada pelo médico ou nutricionista.

Alimentos a Privilegiar e a Evitar

Privilegiar legumes e hortaliças em cada refeição, frutas frescas, cereais integrais, gorduras saudáveis (azeite, frutos secos, abacate) e fontes proteicas magras. Evitar alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, álcool, frituras, fast food e doces concentrados. Um estudo publicado na revista Obesity Reviews (2023) demonstrou que doentes que seguiram um padrão alimentar mediterrânico durante o tratamento com agonistas GLP-1 obtiveram uma perda de peso 30% superior comparativamente a doentes sem orientação nutricional estruturada.

O Papel do Nutricionista

O acompanhamento por um nutricionista é altamente recomendado durante todo o tratamento. Este profissional pode adaptar o plano alimentar às diferentes fases do tratamento, garantir a adequação nutricional e ajudar a construir hábitos alimentares sustentáveis que se mantenham após a eventual descontinuação do fármaco. A Ordem dos Nutricionistas em Portugal disponibiliza listas de profissionais certificados.

Homem em casa em consulta médica online para definição de tratamento

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.