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Doenças Tropicais: Prevenção para Quem Viaja

Introdução

As doenças tropicais representam um risco real para viajantes que visitam regiões equatoriais e subtropicais. Malária, dengue, febre tifoide e doenças diarreicas estão entre as mais frequentemente adquiridas em viagem. Segundo o GeoSentinel Surveillance Network, coordenado pela International Society of Travel Medicine (ISTM), as doenças gastrointestinais e as febris são os motivos mais comuns de consulta em viajantes regressados.

Em Portugal, registam-se anualmente centenas de casos de doença importada, segundo o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). A malária importada é particularmente relevante, com cerca de 50-80 casos anuais, a maioria em viajantes que visitaram países africanos lusófonos sem profilaxia adequada. A preparação pré-viagem e a adoção de medidas preventivas são a melhor forma de reduzir estes riscos.

Malária: O Maior Risco em Zonas Endémicas

A doença da malária é causada por parasitas Plasmodium, transmitidos por mosquitos Anopheles. A África subsariana concentra mais de 90% dos casos mundiais. A prevenção inclui medidas anti-mosquito (repelentes com DEET 20-50%, roupa protetora, redes mosquiteiras impregnadas) e quimioprofilaxia. Os fármacos mais utilizados são atovaquona-proguanil, doxiciclina e mefloquina, devendo a escolha ser individualizada na consulta do viajante.

A doença da malária pode ser fatal se não tratada atempadamente. A espécie Plasmodium falciparum, predominante em África, é a mais perigosa. Os sintomas surgem tipicamente 7 a 30 dias após a picada infetante, podendo ocorrer até 3 meses após o regresso.

Dengue, Zika e Chikungunya

A dengue é a doença arbovirose mais frequente a nível mundial, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O quadro inclui febre alta, mialgias e artralgias intensas, cefaleia e erupção cutânea. A OMS aprovou recentemente a vacina Qdenga para viajantes, embora a disponibilidade varie. O Zika apresenta risco especial para grávidas (malformações fetais). O chikungunya causa febre e artralgias debilitantes que podem persistir meses.

Não existe profilaxia medicamentosa para estas arboviroses — a prevenção baseia-se exclusivamente na proteção contra picadas de mosquito, sobretudo durante o dia, pois o Aedes aegypti é um mosquito diurno.

Diarreia do Viajante

Afeta 40 a 60% dos viajantes a destinos de alto risco. A causa mais frequente é a Escherichia coli enterotoxigénica. A prevenção baseia-se na regra “descasque-o, cozinhe-o ou esqueça-o”: água engarrafada ou fervida, evitar gelo, saladas cruas, fruta não descascada pelo próprio e comida de rua mal cozinhada. O tratamento inclui reidratação oral e, em casos moderados a graves, antibioterapia empírica com azitromicina.

A loperamida pode ser útil como terapêutica sintomática em adultos sem febre nem sangue nas fezes. Os sais de reidratação oral são fundamentais para prevenir a desidratação, especialmente em crianças e idosos.

Kit de Viagem e Seguro de Saúde

O kit deve incluir: medicação habitual (com receita em DCI), medicamentos para diarreia (loperamida e sais de reidratação), antitérmicos, protetor solar, repelente de insetos, pensos e desinfetante. A contratação de seguro com cobertura médica e repatriamento é fortemente recomendada pelo IHMT e pelo MNE.

Em destinos com acesso limitado a cuidados médicos, considerar incluir antibiótico de emergência (prescrito na consulta do viajante), kit de primeiros socorros e equipamento de proteção individual. A informação sobre as estruturas de saúde no destino e os contactos de emergência deve ser preparada previamente.

Na Médico na Net, prescrevemos profilaxia da malária, aconselhamos sobre prevenção de doenças tropicais, preparamos kits de viagem personalizados e avaliamos sintomas pós-viagem com referenciação para medicina tropical quando necessário.

Homem em casa a fazer consulta médica online para avaliar sintomas de doença

Perguntas frequentes (FAQ)

Se viaja para uma zona endémica de doença da malária, a quimioprofilaxia é fortemente recomendada. A malária pode ser fatal, e a profilaxia reduz significativamente o risco de infeção. A escolha do fármaco é feita pelo médico conforme o destino.

Na maioria dos casos é autolimitada e resolve em 3-5 dias. No entanto, pode causar desidratação grave, sobretudo em crianças, idosos e doentes crónicos. Febre alta ou sangue nas fezes requerem avaliação médica urgente.

Sim, os repelentes com DEET são seguros em crianças acima dos 2 meses (concentração até 30%). A icaridina e o IR3535 são alternativas. Em bebés menores de 2 meses, deve usar-se redes mosquiteiras em vez de repelentes cutâneos.

Sim, é fortemente recomendado. O seguro com cobertura médica e repatriamento é essencial, especialmente em destinos com custos de saúde elevados ou acesso limitado a cuidados. Verifique sempre as exclusões e cobertura para atividades de risco.

Qualquer febre até 3 meses após viagem a zona endémica de doença da malária é uma urgência médica. Dirija-se ao hospital e informe sobre o destino e datas da viagem. A malária é diagnosticada por análise de sangue rápida.

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.