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Herpes Genital: Sintomas, Diagnóstico e Transmissão

Introdução

O herpes genital é uma das infeções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais prevalentes a nível mundial, causada pelos vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSV-2). A Organização Mundial da Saúde estima que 491 milhões de pessoas entre os 15 e 49 anos vivem com infeção por HSV-2 e 3,7 mil milhões com HSV-1 globalmente.

O herpes genital é uma infeção crónica com episódios recorrentes, sendo a transmissão possível mesmo na ausência de lesões visíveis (excreção viral assintomática). O conhecimento dos sintomas de herpes genital, dos métodos de diagnóstico e dos mecanismos de transmissão é essencial para a gestão adequada e a prevenção da transmissão.

Sintomas do Herpes Genital

Os sintomas de herpes genital no primeiro episódio são geralmente os mais intensos, manifestando-se 2 a 12 dias após a exposição com vesículas dolorosas agrupadas na região genital, perianal ou coxas, que evoluem para úlceras superficiais. Os sintomas de herpes genital sistémicos como febre, mialgias e linfadenopatia inguinal dolorosa acompanham frequentemente o primeiro episódio.

As recorrências de sintomas de herpes genital são habitualmente menos intensas e de menor duração, com sintomas prodrómicos como formigueiro, prurido ou dor localizada antecedendo o aparecimento das lesões. A frequência das recorrências varia, sendo mais frequentes no primeiro ano após a infeção inicial e em infeções por HSV-2.

A British Association for Sexual Health and HIV destaca que muitas infeções por herpes genital são subclínicas ou não reconhecidas. Estima-se que até 80 % das pessoas com HSV-2 desconhecem o seu diagnóstico, contribuindo para a transmissão inadvertida do herpes genital.

Diagnóstico

O diagnóstico dos sintomas de = herpes genital baseia-se na deteção direta do vírus nas lesões ativas através de PCR (reação em cadeia da polimerase), que é o método mais sensível e específico. A cultura viral é uma alternativa, embora com menor sensibilidade, especialmente em lesões em fase de cicatrização.

A serologia tipo-específica (IgG anti-HSV-1 e anti-HSV-2) permite identificar o tipo de vírus herpes e confirmar infeção prévia em doentes sem lesões ativas. O Centers for Disease Control and Prevention recomenda a serologia tipo-específica em contextos clínicos selecionados, como parceiros de doentes com herpes genital.

O diagnóstico diferencial dos sintomas de herpes genital inclui sífilis (úlcera indolor), cancroide, linfogranuloma venéreo e lesões não infecciosas. A European Academy of Dermatology and Venereology recomenda avaliação laboratorial para confirmação diagnóstica do herpes genital em todos os casos clinicamente suspeitos.

Transmissão

A transmissão do herpes genital ocorre por contacto direto pele-a-pele ou mucosa-a-mucosa durante a atividade sexual. O herpes genital pode ser transmitido por contacto vaginal, anal ou oral, mesmo na ausência de lesões visíveis, através da excreção viral assintomática.

A excreção viral assintomática do HSV-2 ocorre em 10 a 70 % dos dias, dependendo do tempo desde a infeção e da presença de terapêutica supressiva. Estudos publicados no Journal of Infectious Diseases demonstram que a maioria das transmissões de herpes genital ocorre durante períodos de excreção assintomática.

O risco de transmissão é maior durante os episódios sintomáticos, mas o uso de preservativo reduz o risco em aproximadamente 30 a 50 %. A terapêutica antiviral supressiva reduz a excreção viral e o risco de transmissão do herpes genital ao parceiro serodiscordante em cerca de 48 %.

Na Médico na Net, a equipa clínica oferece diagnóstico especializado e aconselhamento sobre herpes genital, incluindo estratégias para gestão de recorrências, tratamento dos sintomas de herpes genital e prevenção da transmissão a parceiros.

Mulher realizando teleconsulta médica para avaliar sintomas de herpes genital, conversando com doutora sorridente na tela do laptop, ilustrando atendimento remoto confidencial e rápido para infecções sexualmente transmissíveis

Perguntas frequentes (FAQ)

Não existe cura para o herpes genital, pois o vírus permanece latente nos gânglios nervosos. Contudo, a terapêutica antiviral controla eficazmente os sintomas de herpes genital, reduz as recorrências e diminui o risco de transmissão.

Sim. A excreção viral assintomática permite a transmissão do herpes genital mesmo sem lesões visíveis. Esta é, de facto, a forma mais comum de transmissão do vírus.

Na maioria dos adultos, o herpes genital não é perigoso, embora cause desconforto. O herpes neonatal, transmitido durante o parto, pode ser grave. Doentes imunodeprimidos podem ter episódios mais severos.

O preservativo reduz o risco de transmissão do herpes genital em 30 a 50 %, mas não oferece proteção completa, pois o vírus pode ser transmitido por áreas não cobertas pelo preservativo.

Sim. O HSV-1, tradicionalmente associado aos sintomas de herpes labial, é uma causa crescente de sintomas de herpes genital, transmitido por contacto oral-genital. Estima-se que o HSV-1 seja responsável por até 50 % dos novos casos de herpes genital em países desenvolvidos.

Conclusão

O herpes genital é uma IST crónica altamente prevalente, cuja transmissão ocorre frequentemente durante a excreção viral assintomática. O diagnóstico laboratorial com PCR, a compreensão dos mecanismos de transmissão e o aconselhamento adequado são fundamentais para a gestão dos sintomas de herpes genital e a prevenção da transmissão a parceiros.

Referências

World Health OrganizationHerpes simplex virus: Key facts

British Association for Sexual Health and HIVGenital Herpes Guidelines

Schiffer J.T. et al. Mucosal host immune response predicts the severity and duration of herpes simplex virus-2 genital tract shedding episodes – Journal of Infectious Diseases

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.