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Tratamento da Ejaculação Precoce: Abordagens Farmacológicas e Psicológicas

O tratamento da ejaculação precoce deve ser individualizado e considerar factores biológicos, psicológicos e relacionais. A maioria dos homens beneficia de uma combinação de intervenções farmacológicas e comportamentais, com o objectivo de prolongar o tempo de latência ejaculatório, melhorar o controlo da ejaculação e reduzir o impacto emocional e relacional da condição.

A escolha terapêutica deve basear-se no subtipo clínico (lifelong ou adquirida), na gravidade dos sintomas e na presença de comorbilidades, como ansiedade ou disfunção erétil associada.

Terapias farmacológicas no tratamento da ejaculação precoce

O fármaco com melhor evidência científica no tratamento da ejaculação precoce é a dapoxetina, um inibidor selectivo da recaptação de serotonina (ISRS) de acção curta, administrado sob demanda cerca de uma a três horas antes da actividade sexual. Ensaios clínicos demonstram aumento significativo do tempo de latência ejaculatório intravaginal (IELT) tanto em homens com ejaculação precoce lifelong como adquirida.

Outros ISRS de administração diária, como paroxetina, sertralina, fluoxetina e citalopram, bem como o antidepressivo tricíclico clomipramina, são utilizados off-label no tratamento da ejaculação precoce. Estes fármacos actuam aumentando a disponibilidade de serotonina, o que contribui para o atraso da ejaculação.

Os anestésicos tópicos, sob a forma de cremes ou sprays de lidocaína e prilocaína, reduzem a sensibilidade peniana e podem prolongar a latência ejaculatória. Devem ser utilizados com moderação para evitar perda excessiva de sensibilidade.

Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5, como o sildenafil, não são eficazes no tratamento da ejaculação precoce isolada, mas podem ser úteis quando existe disfunção erétil concomitante. O tramadol, um analgésico opioide com efeito serotonérgico, deve ser reservado como última opção devido ao risco de dependência.

Intervenções psicológicas e comportamentais

As intervenções psicológicas são componentes essenciais do tratamento da ejaculação precoce, sobretudo quando existem ansiedade de desempenho, crenças disfuncionais ou dificuldades relacionais. Técnicas comportamentais clássicas, como o método parar-e-voltar (stop-start) e o método de compressão (squeeze), ajudam o casal a reconhecer e controlar o ponto de inevitabilidade ejaculatória.

A terapia cognitivo-comportamental permite modificar pensamentos disfuncionais, reduzir a ansiedade associada ao desempenho sexual e melhorar a comunicação entre os parceiros. Exercícios de mindfulness, técnicas de respiração e treino de consciência corporal podem complementar o tratamento da ejaculação precoce, aumentando o controlo e a auto-confiança.

Estudos indicam que as intervenções exclusivamente comportamentais têm eficácia moderada, mas quando combinadas com terapêutica farmacológica os resultados são mais consistentes e sustentados.

Novas abordagens e perspectivas futuras

A investigação recente no tratamento da ejaculação precoce explora técnicas de neuromodulação e estimulação cerebral não invasiva, embora a evidência actual ainda seja limitada. Paralelamente, programas digitais baseados em terapia cognitivo-comportamental e treino sexual online estão a emergir como opções acessíveis, discretas e potencialmente eficazes, sobretudo para homens com barreiras ao acesso presencial.

Na Médico na Net…

Na Médico na Net, o tratamento da ejaculação precoce é abordado de forma clínica, confidencial e baseada na evidência científica. Através de consultas médicas online, é possível obter avaliação adequada, esclarecimento das opções terapêuticas e acompanhamento personalizado, promovendo um cuidado seguro e ajustado às necessidades individuais.

Tratamento da ejaculação precoce com abordagem psicológica e comportamental

Perguntas frequentes (FAQ)

Geralmente sim. Os efeitos secundários mais comuns incluem náuseas, tonturas e diminuição transitória do desejo sexual. Deve ser prescrita por médico.

Não. A dormência é temporária, mas o uso excessivo pode reduzir a sensibilidade e dificultar a erecção.

Sim. A combinação de fármacos com terapia comportamental tende a oferecer melhores resultados, sobretudo quando existem factores psicológicos relevantes.

Depende do subtipo e da resposta individual. Muitos homens conseguem controlo sustentado com acompanhamento adequado.

Sim. A terapia de casal pode melhorar a comunicação, reduzir conflitos e alinhar expectativas, contribuindo para melhores resultados.

Conclusão

O tratamento da ejaculação precoce evoluiu significativamente com a introdução da dapoxetina e a utilização off-label de ISRS. As intervenções comportamentais continuam a ser fundamentais e, quando combinadas com terapias farmacológicas, oferecem os melhores resultados clínicos. O diagnóstico correcto, a personalização da abordagem e o acompanhamento contínuo são essenciais para melhorar o controlo ejaculatório, a satisfação sexual e a qualidade de vida.

Referências

Serefoglu EC, et al. International Society for Sexual Medicine guidelines for the diagnosis and treatment of premature ejaculation.

Gürvich C, et al. Comparison of international guidelines on premature ejaculation.

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.