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Vírus do Papiloma Humano (HPV): Tipos, Sintomas e Diagnóstico

Introdução

O vírus do papiloma humano (HPV) é a infeção sexualmente transmissível mais prevalente a nível mundial, com mais de 300 milhões de mulheres com infeção cervical ativa estimadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Existem mais de 200 genótipos de HPV identificados, dos quais cerca de 40 infetam a região anogenital.

O vírus do papiloma humano (HPV) é responsável por praticamente 100 % dos cancros do colo do útero, além de uma proporção significativa de cancros do ânus, orofaringe, vulva, vagina e pénis. A vacinação e o rastreio cervical são as estratégias fundamentais para a prevenção das doenças associadas ao HPV. O diagnóstico precoce e a compreensão dos diferentes tipos de vírus do papiloma humano (HPV) são essenciais para a gestão adequada desta infeção.

Tipos de HPV e Classificação de Risco

Os genótipos de HPV são classificados conforme o seu potencial oncogénico. Os HPV de alto risco (HR-HPV), incluindo os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, estão associados ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e cancros. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70 % dos cancros cervicais a nível mundial.

Os vírus do papiloma humano (HPV) de baixo risco (LR-HPV), principalmente os tipos 6 e 11, causam condilomas acuminados (verrugas genitais) e papilomatose respiratória recorrente, mas não estão associados a cancro. Cerca de 90 % dos condilomas são causados pelos tipos 6 e 11.

A International Agency for Research on Cancer (IARC), da OMS, classifica 12 genótipos de HPV como carcinogénios do Grupo 1 (cancerígenos comprovados em humanos). A European Society of Gynaecological Oncology (ESGO) recomenda a genotipagem dos HPV de alto risco para estratificação de risco no rastreio cervical.

Sintomas e Manifestações Clínicas

A maioria das infeções por vírus do papiloma humano (HPV) é transitória e assintomática, com clearance imunológico em 12 a 24 meses em 90 % dos casos. As manifestações clínicas ocorrem quando a infeção persiste ou quando os genótipos causam lesões específicas.

Os condilomas acuminados (verrugas genitais) são a manifestação mais visível do HPV, apresentando-se como lesões exofíticas, papilomatosas, únicas ou múltiplas, na região genital, perianal ou oral. As lesões são geralmente indolores mas podem causar prurido, desconforto e impacto psicológico significativo.

As lesões pré-cancerosas cervicais (CIN — neoplasia intraepitelial cervical) causadas por HPV de alto risco são assintomáticas e apenas detetáveis por rastreio citológico ou teste de vírus do papiloma humano (HPV). A progressão de CIN para cancro cervical é geralmente lenta (10 a 20 anos), proporcionando uma janela ampla para deteção e tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico das infeções por HPV varia conforme a manifestação clínica. Os condilomas acuminados são geralmente diagnosticados clinicamente, embora a biópsia possa ser necessária em casos atípicos para exclusão de lesões pré-cancerosas.

O rastreio cervical para vírus do papiloma humano (HPV) de alto risco é realizado através do teste de HPV (NAAT), que substituiu ou complementa a citologia cervical (Papanicolau) em muitos países. A Sociedade Portuguesa de Ginecologia recomenda o teste de HPV como método primário de rastreio cervical a partir dos 30 anos, com intervalos de 5 anos se negativo.

A genotipagem do HPV permite identificar os genótipos específicos presentes, sendo particularmente útil para triagem com HPV 16/18 (genótipos de maior risco). O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido integrou o teste de HPV como rastreio primário no NHS Cervical Screening Programme.

Na Médico na Net, a equipa clínica oferece rastreio e diagnóstico de infeções por HPV, incluindo teste molecular de HPV de alto risco, avaliação de condilomas e orientação sobre vacinação.

Mulher em consulta médica online num computador a falar com médico sobre vírus do papiloma humano (HPV)

Perguntas frequentes (FAQ)

Sim. O vírus do papiloma humano (HPV) é a IST mais frequente no mundo. Estima-se que 80 % das pessoas sexualmente ativas sejam infetadas por algum genótipo de HPV ao longo da vida. A maioria das infeções é transitória.

Os HPV de alto risco (especialmente tipos 16 e 18) podem causar cancro do colo do útero, ânus, orofaringe e outros. A vacinação e o rastreio cervical previnem a grande maioria destes cancros.

Sim. A maioria das infeções por vírus do papiloma humano (HPV) é assintomática. Os HPV de alto risco raramente causam lesões visíveis, tornando o rastreio cervical essencial para a deteção precoce de lesões pré-cancerosas.

Na maioria dos casos (90 %), o sistema imunológico elimina o HPV em 12 a 24 meses. É a persistência de HPV de alto risco que preocupa, pois pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas.

Sim. O vírus do papiloma humano (HPV) causa condilomas genitais e está associado a cancros do pénis, ânus e orofaringe em homens. A vacinação é recomendada para ambos os sexos.

Conclusão

O HPV é a IST mais prevalente globalmente, com implicações significativas na oncologia. O conhecimento dos genótipos de risco, o rastreio cervical com teste de vírus do papiloma humano (HPV) e o diagnóstico precoce de lesões pré-cancerosas são fundamentais para a prevenção do cancro associado ao HPV e a proteção da saúde sexual.

Referências

Human papillomavirus and related cancers — International Agency for Research on Cancer

Cervical cancer screening recommendations — Sociedade Portuguesa de Ginecologia

Cervical screening programme overview — National Institute for Health and Care Excellence

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Dra. Alexandra Azevedo

Formação: Universidade de Barcelona
Nº ordem dos médicos: 71409

Biografia

A Dra. Alexandra Azevedo formou-se em Medicina na Universidade de Barcelona em 2015, onde posteriormente se especializou em Medicina Geral e Familiar. Durante a sua formação, desenvolveu um forte interesse pela abordagem à dor crónica, tendo realizado um mestrado integrado em Medicina e Cirurgia com investigação na Clínica no controlo da Dor. A sua experiência profissional inclui vários anos de prática clínica em Espanha, nomeadamente na Catalunha, onde teve contacto com uma grande diversidade de patologias e desafios, tanto na urgência, como nos cuidados de saúde primários.

Atualmente, exerce como médica de família na ULS Braga. Já integrou a equipa da urgência médico-cirúrgica do Hospital de Vila Nova de Famalicão e já colaborou como professora convidada na Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho, lecionando anatomia e fisiologia do sistema circulatório, respiratório e digestivo.

Os seus principais interesses clínicos incluem a urgência médica, a dor crónica, a depressão e a ansiedade, bem como a medicina preventiva e o controlo de fatores de risco vasculares. Dedica-se também à consulta antitabágica e à consulta de perda de peso, ajudando os seus pacientes a adotar hábitos de vida mais saudáveis. A sua abordagem ao cuidado baseia-se numa visão holística, considerando a saúde como um equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.

A Dra. Alexandra distingue-se pelo seu humanismo e pela capacidade de oferecer soluções rápidas e eficazes para problemas menores, garantindo que os seus pacientes se sintam bem acompanhados. No Médico na Net, vê uma oportunidade de levar os cuidados de saúde a mais pessoas de forma acessível e conveniente.

Apaixonada por música e viagens, adora conhecer diferentes culturas e estilos de vida, o que enriquece a sua visão do mundo e a sua prática médica. Para ela, a medicina não é apenas uma profissão, mas um verdadeiro compromisso com o bem-estar das pessoas que acompanha. Como gosta de dizer: “A saúde é o equilíbrio entre o bem-estar físico e psicológico.